{"id":279,"date":"2013-10-24T18:50:26","date_gmt":"2013-10-24T14:50:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/?p=279"},"modified":"2013-10-25T22:29:33","modified_gmt":"2013-10-25T18:29:33","slug":"destruicao-das-dunas-pelo-mar-o-caso-das-gafanhas-no-distrito-aveiro-em-portugal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/?p=279","title":{"rendered":"Destrui\u00e7\u00e3o das dunas pelo mar: O caso das Gafanhas no distrito de Aveiro em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Um dos efeitos esperados como consequ\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u00e9 a eros\u00e3o costeira. Portugal deve ser particularmente afetado pelo aumento de temperatura no futuro. Segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental para as Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas o pior cen\u00e1rio prev\u00ea um aumento de at\u00e9 9\u00b0Celsius no ver\u00e3o at\u00e9 2100.<\/p>\n<div id=\"attachment_271\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-271\" class=\"size-full wp-image-271\" alt=\"Figura 1. Zonas das dunas sendo destru\u00edda por ondas em quatro momentos subsequentes (Foto: Rodrigo Ribeiro, 2011).\" src=\"https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-foto-site3.jpg\" width=\"1024\" height=\"761\" srcset=\"https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-foto-site3.jpg 1024w, https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-foto-site3-300x222.jpg 300w, https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-foto-site3-403x300.jpg 403w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-271\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. Zonas das dunas sendo destru\u00edda por ondas em quatro momentos subsequentes (Foto: Rodrigo Ribeiro, 2011).<\/p><\/div>\n<p>A imagem acima mostra a destrui\u00e7\u00e3o de dunas das Gafanhas em Aveiro provocado por ondas em uma das mar\u00e9s. Todos n\u00f3s nos podemos observar o fen\u00f4meno das mares junto \u00e0 costa, ocorrem quase sempre duas vezes ao dia e com rela\u00e7\u00e3o ao ciclo lunar, ocorre devido a for\u00e7a gravitacional de atra\u00e7\u00e3o exercida pelo Sol e pela Lua nas \u00e1guas dos oceanos e tamb\u00e9m nos continentes. Um dos tipos de mar\u00e9s s\u00e3o as mar\u00e9s vivas, quando a amplitude da mar\u00e9 pode atingir at\u00e9 3 metros segundo o Instituto Geogr\u00e1fico de Portugal.<\/p>\n<p>Os grandes volumes de areias extra\u00eddos dos sistemas fluviais e das zonas portu\u00e1rias nas \u00faltimas d\u00e9cadas conduziram um d\u00e9ficit sedimentar generalizado que se manifesta ao longo de grande parte da costa Portuguesa. Essas barreiras de prote\u00e7\u00e3o que foram constru\u00eddas com uma altura m\u00e9dia de 8 metros e 120 metros comprimentos segundo um estudo publicado na Revista de Gest\u00e3o Costeira. A imagem abaixo mostra o ac\u00famulo de areia na parte superior do espig\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o e as dunas destru\u00eddas por ondas em 2011.<\/p>\n<div id=\"attachment_272\" style=\"width: 826px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-272\" class=\"size-full wp-image-272\" alt=\"Fig.2 Localiza\u00e7\u00e3o das dunas destruidas.\" src=\"https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-costa.jpg\" width=\"816\" height=\"517\" srcset=\"https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-costa.jpg 816w, https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-costa-300x190.jpg 300w, https:\/\/blogs.ua.es\/percepcionderiesgo\/files\/2013\/10\/onda-costa-473x300.jpg 473w\" sizes=\"auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px\" \/><p id=\"caption-attachment-272\" class=\"wp-caption-text\">Fig.2 Localiza\u00e7\u00e3o das dunas destruidas.<\/p><\/div>\n<p>Essas zonas de prote\u00e7\u00e3o pr\u00f3ximas aos quebra-mares apresentam fragilidades e em situa\u00e7\u00f5es de mares vivas ou tempestades quando \u00e9 mais prov\u00e1vel ocorrer e destrui\u00e7\u00e3o dessas dunas, como foi presenciado pelo autor em um trabalho de campo em Outubro de 2011 na zona das Gafanhas no distrito de Aveiro em que as ondas destru\u00edram as dunas de prote\u00e7\u00e3o e a estrada, al\u00e9m de inundar e introduzindo \u00e1gua salgada na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As ondas de altura significante destru\u00edram as dunas e mostraram sua for\u00e7a, lembrando que \u00e9 preciso manter a guarda com rela\u00e7\u00e3o aos desastres naturais e estudar mais os efeitos de obras de prote\u00e7\u00e3o junto \u00e0s costa. A quest\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas merecer\u00e1 uma aten\u00e7\u00e3o redobrada para as \u00e1reas costeiras, em a\u00e7\u00f5es que ajudem a sociedade a adaptarem a um futuro mais quente.<\/p>\n<p><strong>Video feito no local junto com o Engenheiro e Ambientalista Marco Passarelli:<\/strong><\/p>\n<p>http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vFhXh9yyEgc&#038;feature=youtu.be<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos efeitos esperados como consequ\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u00e9 a eros\u00e3o costeira. Portugal deve ser particularmente afetado pelo aumento de temperatura no futuro. 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